Entre o antigo e o novo em Baku

Vista de Baku
Vista de Baku, a partir do Parque Upland

Muitos dizem ser Baku (ou Bakı, em azeri), a capital do Azerbaijão em que vivem mais de dois milhões de habitantes, o cruzamento entre Paris e Dubai. A comparação me parece exagerada, tanto para um lado como o outro. Baku não tem todos aqueles prédios históricos de Paris. Também não é tão ostensivamente modernosa, no limite do mau gosto, quanto Dubai. De qualquer forma, é impossível ignorar que Baku é, hoje em dia, uma das mais belas capitais do mundo.

Cidade de contrastes

Baku, localizada na Península de Absheron, é uma cidade cheia de contrastes. Tais contradições se acentuam cada dia mais por causa do novo boom econômico pelo qual o país, um dos maiores exportadores de petróleo, vem passando. Se de um lado construções antigas vêm sendo preservadas e restauradas (como a cidade antiga, mansões da época do primeiro boom do petróleo e prédios do período soviético), outros edifícios e casinhas não vêm resistindo ao que parece ser um surto de especulação imobiliária. Torres altíssimas de apartamentos e construções de arquitetura arrojada estão sendo erguidas em seu lugar, transformando o skyline da cidade. O resultado pode às vezes incomodar e, na maior parte das vezes, deslumbrar.

Andando por Baku pode-se perceber duas cidades em uma: a nova e a velha, representadas em suas avenidas e ruas. Ao caminhar pelas avenidas, podem ser vistos prédios imponentes, que ficam mais lindos com a iluminação noturna, e novos prédios de apartamentos. Mas, quando se entra nas ruas de alguns bairros, pode-se ainda perceber como as pessoas viviam antigamente, durante o período soviético e até mesmo antes disso. Suas contradições também podem ser vivenciadas nas áreas em que torres de exploração de petróleo convivem com residências. É uma paisagem surreal, que parece saída de um filme de ficção científica.

Baku entre o fogo e a água

E por falar em petróleo, dois elementos naturais antagônicos também distinguem a cidade: o fogo e a água.

Situada à beira do Mar Cáspio, que, apesar do nome, é um lago de água salgada, Baku conta com diversas fontes bem cuidadas espalhadas pela cidade.

Mas o elemento pelo qual é mais conhecida é mesmo o fogo. Afinal, o Azerbaijão, um dos maiores possuidores de reservas de petróleo e de gás, cujos antigos habitantes, adeptos do Zoroastrismo, adoravam o sol, é a própria terra do fogo.

Flame Towers
Flame Towers à noite

Um pouco da história de Baku

Durante a maior parte de sua história, Baku foi parte de algum império persa. A cidade só veio a ganhar importância após o terremoto de 1191 ter atingido a antiga Şamaxı (ou Shamakhi). Devido a sua destruição, o regente Shirvanshah Ahsitan I transferiu sua capital para Baku. A cidade foi posteriormente colocada abaixo pelos mongóis. Tornou a brilhar apenas sob Shirvanshah Khalilullah I (1417-65), que completou o trabalho iniciado por seu pai de construir um palácio. Mas essa dinastia foi apeada do poder em 1501 pelo Xá Ismail I, que saqueou Baku e a converteu ao islamismo xiita.

Quando Pedro, o Grande, capturou a cidade em 1723, a população da cidade não chegava a 10 mil pessoas. Ao longo das décadas seguintes, Baku trocou de mãos várias vezes, ora ficando com os persas, ora com os russos. Foi, enfim, cedida à Rússia por meio de tratados assinados nas primeiras décadas do século XIX. E isso se revelou um excelente negócio para os russos.

O petróleo

O petróleo já tinha sido notado na região desde o século X. Mas foi somente em 1872, quando sua extração foi desregulamentada, que a cidade teve um rápido crescimento. Com trabalhadores e empresários da Rússia chegando continuamente, a população aumentou em 1.200% ao longo de apenas trinta anos.

Cidade antiga de Baku
Detalhe em fachada da cidade antiga de Baku

Em 1905, Baku produzia 50% do petróleo mundial. Barões do petróleo construíram suas mansões na antes desimportante cidade. Enquanto isso, os trabalhadores viviam em péssimas condições, o que os levou a se revoltarem várias vezes.

Durante a Primeira Guerra, houve massacres sangrentos na região, principalmente entre a população armênia e azeri. Quando os três países do Cáucaso declararam sua independência em 1918, aproveitando o caos que reinava na Rússia depois da Revolução de 1917, Baku inicialmente se recusou a integrar o Azerbaijão. Fez isso sob a promessa de que os ingleses a apoiariam militarmente. Contudo, quando os azeris e turcos invadiram a cidade, os ingleses se retiraram, relegando-a a sua própria sorte. No final da guerra, os turcos também tiveram que se retirar e Baku se tornou capital do Azerbaijão independente. Entretanto, o exército vermelho a tomou em abril de 1920. Alguns anos depois, o Azerbaijão se tornou uma das repúblicas que integraram a União Soviética.

O país permaneceu sob domínio soviético até 1991, quando declarou sua independência. Novos investimentos na extração e distribuição do petróleo foram feitos desde então. Um dos principais foi a construção do segundo maior oleoduto do mundo, que leva o petróleo azeri até a Turquia, passando pela Rússia e Irã. Um novo boom ocorreu. É o resultado dele que agora se presencia ao caminhar pela cidade.

A cidade antiga de Baku

Embora Baku seja hoje ultramoderna, a capital do Azerbaijão ainda preserva sua história na Cidade Fortificada ou İçəri şəhər (“cidade de dentro”, em azeri). Cercada por muralhas e incluída na lista da Unesco de patrimônios culturais da humanidade, acredita-se que a cidade murada date do século XII. Há estudiosos, porém, afirmando que algumas de suas construções são do século VII.

A cidade de Baku estava posicionada bem nas rotas comerciais. Para se proteger de ataques inimigos, uma complexa rede de muralhas, torres e castelos foi construída. Há diversas entradas para a cidade antiga, mas a principal é a dos Double Gates ou Portões Duplos. Dentro dela, podem ser vistas estruturas comuns a todas as cidades muçulmanas. Encontram-se nela mesquitas, madrassas (as escolas islâmicas) e diversos caravanserais (os antigos locais de paragem da Rota da Seda).

Mas as estruturas que, com certeza, mais chamam a atenção são a Maiden Tower e o Palácio dos Shirvanshahs.

A donzela que ganhou uma torre

Maiden Tower
Maiden Tower ou Torre da Donzela

Maiden Tower, Torre da Donzela ou Qız qalası (em azeri) é o símbolo principal da cidade antiga. Em forma de um gigante cilindro de pedra com paredes de 5 m de espessura, 28 m de altura no lado norte e 31 m de altura no lado sul, a torre está cercada de controvérsias. Elas vão desde a origem de seu nome até a função que ocupava dentro da cidade antiga, passando até mesmo pela época de sua construção.

No Azerbaijão, assim como em vários outros países nas proximidades, como Turquia, Iraque e Irã, a palavra “donzela” é frequentemente utilizada para se referir a torres e castelos, supostamente porque se tratariam de construções defensivas nunca capturadas pelo inimigo. Não há, porém, comprovação histórica dessa explicação, um tanto quanto prosaica.

Talvez por isso a Torre da Donzela de Baku tenha dado origem a várias outras histórias. Criadas pelo folclore, por escritores, poetas e artistas e até por cineastas, essas explicações são muito mais poéticas. Dentre elas, a mais conhecida é a que conta que uma jovem mulher concordou em se casar com o xá apenas depois que ele lhe desse uma torre.

Para aumentar a confusão, fontes históricas indicam que o nome “Torre da Donzela” é relativamente novo e que, quando de sua construção, ela se chamaria Khunsar, que significa “Luz (ou Sol) Asar”. Presume-se, assim, que a construção estava ligada ao mito do deus Asar (Osíris, em grego), adorado pelos antigos egípcios como o deus do sol.

A função da torre

A “buta”, o símbolo do fogo, da luz e do sol no Azerbaijão dos tempos antigos

Debates sobre a função da Torre da Donzela continuam até hoje, com boas justificativas para todos os lados. Muitos dizem que era uma torre de vigilância ou parte de uma fortificação defensiva. Outros dizem que se tratava de um antigo templo para adoração do fogo e do sol. Isso porque, quando vista de cima, ela tem a forma de “buta”, o símbolo do fogo, da luz e do sol no Azerbaijão dos tempos antigos. Outros estudiosos, porém, afirmam que ela era um observatório astronômico, de onde era possível estudar o ciclo anual do sol e seus principais movimentos, como solstícios e equinócios.

Como não havia diferença fundamental entre ciência e religião naquela época, é possível que a torre possuísse esse duplo propósito religioso e de observação também, o que não excluía o aspecto defensivo. Enfim, a torre pode ter sido um pouco de tudo. O que dá para ter certeza, porém, é que, hoje em dia, ela é um museu multimídia muito bem montado e que permite uma bela vista da cidade antiga.

O Palácio dos Shirvanshahs

Outro ponto alto da cidade antiga é o Palácio dos Shirvanshahs ou Şirvanşahlar sarayı (em azeri), construído no século XV pela dinastia que dominou a região durante a Idade Média. O palácio é tão emblemático do país que está representado em notas da moeda local, o Manat.

O complexo contém o edifício principal do palácio, que começou a ser erguido em 1411 por Ibrahim I e que atualmente comporta um museu.

Palácio dos Shirvanshahs
Maquete da cidade antiga em exposição do prédio principal

Nele também estão o Divankhana, um pequeno pavilhão de pedra, o cemitério e um reservatório de água. Encontram-se ainda a Mesquita Keygubad, que também funcionava como madrassa, e a Mesquita do Palácio com um minarete, na parte mais baixa do complexo. Há igualmente o Mausoléu dos Shirvanshahs e o Mausoléu de Seyid Yahya Bakuvi, um sábio da corte de Shirvanshah Khalilullah, que pertenceu à ordem sufi.

Também se encontram no complexo estruturas construídas posteriormente. Entre elas, um portal na parte oriental da porta de Murad, acrescentado durante a ocupação otomana, e os restos de uma casa de banhos construída no século XVII. Ao longo dos anos, porém, o complexo do palácio caiu em ruínas, sendo restaurado somente em 2002.

Ainda na cidade antiga

Busto do poeta, com seus personagens saindo de sua cabeça
Busto do poeta Vahid

Perto do palácio, uma curiosidade: o Museu do Livro em Miniatura. É inacreditável como se pode escrever em lugares tão minúsculos. E o melhor de tudo é que a atração é gratuita.

Merecem destaque, ainda, os Jardins de Vahid, em que foi erguido um busto gigante em homenagem ao poeta azeri. A escultura é bastante interessante, pois mostra como, da cabeça do artista, saíram seus personagens mais importantes.

Contornando a antiga muralha

Contornar a muralha pelo lado de fora, ou seja, pela Bayır Şəhər (“cidade externa”, em azeri), é um dos passeios mais agradáveis de Baku.

De um lado, há o Bulvar ou Dənizkənarı Milli Park, o agradável calçadão com jardins, parques de diversão, fontes, bares e restaurantes às margens do Mar Cáspio, bem como o National Carpet Museum. Há planos para estendê-lo por toda a baía de Baku. Se concretizados, sua extensão total será de 26 km.

Do lado oposto, há a Filarmônica e a linda fonte na frente dela, bem como uma avenida cheia de prédios restaurados, incluindo o Museu da Literatura. Os azerbaijanos amam seus poetas e dedicam a eles vários monumentos. No museu é abordada principalmente a obra do escritor Nizami, que também dá nome a uma rua de Baku.

Do outro lado da muralha, onde estão os Portões Duplos, há a região de calçadões com as ruas mais animadas da cidade, como a já mencionada Nizami, entremeada por parques e mais fontes bonitas. As mais conhecidas estão no Parque das Fontes e ficam especialmente belas com a iluminação noturna.

Além da muralha, a nova Baku

Como já mencionado, Baku é uma das cidades que mais muda na atualidade. Prédios lindíssimos e quase surreais estão sendo erguidos, ao lado de antigos edifícios soviéticos e da época do boom do petróleo que estão sendo renovados.

Logo de cara, o visitante já se apaixona pelo Aeroporto Internacional Heydar Aliyev, um projeto do escritório de arquitetura turco Autoban. Cheio de transparências e com formas orgânicas, incluindo casulos gigantes de madeira na área de embarque que abrigam restaurantes, cafés e lojas, a obra conversa bem com o Centro Cultural Heydar Aliyev.

Centro Cultural Heydar Aliyev
Centro Cultural Heydar Aliyev, um dos últimos projetos da arquiteta Zara Hadid
Flame Towers
As onipresentes Flame Towers

Por falar nele, o Centro Heydar Aliyev (ou Heydər Əliyev Mərkəzi, em azeri), um dos últimos projetos da arquiteta britânica de origem iraquiana Zahar Hadid, é impressionante. As formas fluidas da construção se transformam a cada ângulo, como se fosse um ser vivente. Vale a pena ir a Baku só para conhecer essa maravilha da arquitetura moderna.

Descendo a avenida em direção ao Mar Cáspio, está o Museu de Arte Moderna. O prédio me chamou bastante a atenção, principalmente por causa das esculturas interessantíssimas expostas na frente dele.

Infelizmente, não tive tempo suficiente para visitá-lo, nem de ir ao Yarat Contemporary Art Centre, que fica relativamente próximo e que foi bastante recomendado pelo guia Lonely Planet.

Ainda há mais para ver em Baku, como as onipresentes e hipnotizantes Flame Towers. Com projeções à noite em suas fachadas, as três torres mostram desde as cores da bandeira do Azerbaijão até as chamas de fogo pelas quais o país é conhecido. E de dia as torres também são lindas.

Um cemitério com vista

Perto das Flame Towers, no Parque Upland ou Parque Nagorny, está a Alameda dos Mártires ou Shehidler Khiyabany (Şəhidlər Xiyabanı, em azeri). Trata-se de um complexo dedicado aos soldados mortos em conflitos na região, desde a Primeira Guerra Mundial.

O complexo, que pode ser acessado por meio de um funicular, oferece uma das mais lindas vistas de Baku. Ele também permite que se entenda um pouquinho da história recente do Azerbaijão.

Homenagem aos soldados

Monumento aos mártires em que se encontra a Chama Eterna

O Parque Upland serviu primeiro como cemitério dos muçulmanos mortos nos conflitos de março de 1918. Nessa ocasião, quatro grupos lutavam entre si para controlar a área: os bolcheviques, os mencheviques, os armênios e os azeris. Muitos morreram nessa luta, incluindo britânicos enviados para evitar que Baku caísse nas mãos dos otomanos ou dos alemães. Mas o cemitério foi destruído e os corpos foram removidos de lá depois que os bolcheviques tomaram o poder. No mesmo local, foi criado um parque de diversões e erguida uma estátua do líder soviético Sergei Kirov.

Após o colapso da União Soviética, a estátua e o parque foram removidos e o local foi novamente utilizado como cemitério dos heróis nacionais. Entre esses, estão os mortos em janeiro de 1990, quando forças soviéticas invadiram Baku no evento que ficou conhecido como “janeiro negro”. Também estão os homens que morreram na Guerra de Nagorno-Karabakh. Esse conflito, que opôs azeris e armênios, durou de fevereiro de 1988 a maio de 1994. Até hoje a disputa sobre a região de Nagorno-Karabakh, que se declarou independente, azeda a relação entre os dois países. É por causa dele que as fronteiras entre ambos se encontram fechadas.

Estima-se que 15 mil pessoas estão enterradas no cemitério. Além dele, há vários monumentos no local, como o Memorial aos soldados turcos mortos em combate e a Chama Eterna queimando no final da Alameda dos Mártires.

Alameda dos Mártires, com a Chama Eterna ao fundo

Também há a Mesquita dos Mártires, construída em honra aos soldados turcos, e um painel lembrando dos soldados britânicos mortos na Primeira Guerra.

Homenagem a um espião

Outro monumento interessante em Baku é o erguido em homenagem ao espião soviético Richard Sorge. Sua história é interessantíssima e está contada em detalhes no site Spy Museum.

Sorge nasceu em 4/10/1895, em Baku. Era filho de um alemão e de uma russa. Em 1898, mudou-se com a família para a Alemanha. Era tão patriótico que abandonou a escola e se alistou no exército alemão em 1914. Lutou bravamente e foi ferido em três oportunidades, na última vez mais gravemente. Durante sua convalescença, leu Karl Marx, que o levaram a se filiar ao Partido Comunista. Sob risco de ser preso na Alemanha, fugiu para Moscou, onde recebeu seu treinamento de espionagem.

Voltou para a Alemanha em 1921. Enquanto trabalhava em Frankfurt, ajudava a recrutar novos membros para o Partido Comunista e fazia outros serviços de inteligência. Em 1930, foi mandado a Xangai para começar uma revolução comunista na China. Posteriormente, foi enviado ao Japão, disfarçado de jornalista alemão. Sua missão era verificar se o país iria atacar a China. Um incidente militar fez que Sorge fosse chamado pelo embaixador alemão, que passou a considerá-lo um aliado. Os alemães lhe forneceram mais informações, inclusive sobre a futura aliança entre Japão e Alemanha, as quais foram logo repassadas a Moscou. Sorge, aliás, alertou os soviéticos sobre a Operação Barbarossa (a invasão da União Soviética pelos alemães). Em 1941, porém, sua rede de espiões foi comprometida e Sorge foi executado em 1944.
O enigmático monumento erguido em homenagem ao espião nascido em Baku Richard Sorge
Sorge é lembrado como sendo um dos mais sofisticados e valiosos espiões soviéticos. Foi nomeado herói pela União Soviética em 1964 e o monumento acima foi erguido em Baku, sua cidade natal. Acho que esse deve ser o único caso de um espião homenageado. Mais uma idiossincrasia de uma cidade já tão original.

Dicas aleatórias

Uma linha de metrô atende a cidade. Se você acha o metrô de São Paulo limpo, é porque não conheceu o de Baku. Além de limpíssimo, é super bem decorado. Mas cuidado: é proibido tirar fotos dentro dele.

Quem quiser também pode fazer um passeio de barco pelo Mar Cáspio. Aliás, Baku é um bom ponto de partida para chegar a outros países da Ásia Central. Há várias linhas de balsas interligando-os.

Além da Fórmula 1, que passou a receber em 2016, a cidade também realiza, nos meses de outubro, o Baku Jazz Festival. Ouvi dizer que os músicos que se apresentam nele são de excelente qualidade.

Por fim, para comer, não vou sugerir nenhum restaurante em especial, mas sim uma doceria: a Nutellaland. Um excelente lugar para quem, como eu, tem como meta experimentar todas as sobremesas feitas com Nutella no mundo. Fica pertinho do Hard Rock Café, na região dos calçadões.

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