Balaio: mistura de sabores

O pequeno salão no térreo do Instituto Moreira Salles, na avenida da Paulista, é um verdadeiro balaio. Não um “balaio de gato”, porém, um mais bem organizado. A começar pela decoração, que fez de balaios luminárias. Também é um balaio de pessoas que dividem espaço entre mesas individuais e coletivas (sim, grandes mesas compartilhadas*). E, principalmente, um balaio de ingredientes, compondo um cardápio no qual o chef Rodrigo Oliveira uniu alimentos de várias regiões brasileiras – queijo da Canastra, linguiça de Bragança, hibisco e pequi, por exemplo.

Cheguei ao Balaio para almoçar e tive de aguardar uns quarenta minutos até que um par de lugares estivesse disponível. Isso não me pegou de surpresa, afinal, Rodrigo Oliveira é o responsável pela cozinha do Mocotó, famoso restaurante dedicado à culinária nordestina sertaneja, aberto em 1973. Além disso, Balaio levou o prêmio Melhor Novo Restaurante de 2017 fornecido pelo Guia da Folha S.Paulo. Claro, que, como eu, muitas outras pessoas também desejavam conhecer o mais recente empreendimento do renomado chef de cozinha.

Eu, que detesto fila, até que não achei ruim esperar um pouco, pois, enquanto isso, olhei a Paulista do primeiro andar do IMS, conferi a programação do centro cultural e, assim que a Márcia chegou para nosso almoço-reunião, passamos a analisar o menu.

Como a ideia era comer a maior variedade de pratos possível, optamos por dividir três entradas em vez de pedir prato principal. Olha só a nossa refeição:

Carne curada, acompanhada de maionese de pipoca e crocante de milho (R$ 29,00).

Rojão de porco montau e farofinha de milho caipira (R$ 29,00).

E, claro, tratando-se de um restaurante de Rodrigo Oliveira, não podíamos deixar de comer os dadinhos de tapioca (R$ 25,00 a porção grande). Para acompanhar, ginger beer (R$ 12,00)!

Para a cena final, fiquei em dúvida se pedia um chocolate com caramelo de cupuaçu e farofa de chocolate branco ou uma torta de goiaba com sorbet. Acabei optando apenas por uma bolinha de sorbet de morango com poeja (naquele dia, São Paulo estava muito quente!). A Márcia pediu um sorbet de goiaba vermelha com pimenta rosa. O de morango era refrescante, mas achei o de goiaba mais gostoso, talvez por conta do sabor mais marcante.

Jogando-me no Balaio

A escolha de comer apenas entradinhas foi acertada, mas fiquei com vontade de voltar ao Balaio para provar outros pratos. Como o cogumelo com batata doce, hibisco, cítricos e folhas da horta; o frango guisado com purê de mandioquinha com pequi e tempurá de caruru; ou a moqueca de caju (este para duas pessoas).

Ah, um aviso: se não gosta de fila de espera, chegue cedo. No entanto, caso isso não seja um problema para você, aproveite o tempo para dar uma bisbilhotada na programação do IMS ou já petiscar e bebericar um pouco do Balaio.


* Eu não tenho problema em sentar ao lado de desconhecidos, mesmo que, às vezes, eu perceba que há alguém ouvindo minha conversa e quase participando com olhares curiosos ou risadinhas divertidas. (Confesso que há momentos em que sou eu o ouvido invasor.) O único problema, a meu ver, são os bancos que dificultam a entrada e saída das pessoas.

Informações úteis

Local: Balaio IMS

Onde? Avenida Paulista, 2424 – tel. 2842-9123

Quando? Terça à sexta-feira, das 12h às 23h.

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