Dica para o final de semana: MAC USP

Terraço do MAC, de onde se tem uma das melhores vistas da cidade

Para quem não se lembra, o imponente edifício na Av. Pedro Álvares Cabral, em frente ao Parque do Ibirapuera, antes abrigava o Detran. Era uma região supermovimentada, onde circulavam milhares de pessoas por dia, entre funcionários do departamento, despachantes, motoristas, motoboys, vendedores de comida etc. Felizmente, o edifício, um projeto de Oscar Niemeyer, assumiu a função que sempre deveria ter tido: a de ser um centro cultural. Isso ocorreu quando foi destinado ao MAC – Museu de Arte Contemporânea da USP, com o fim de dar visibilidade ao imenso acervo da Universidade.

A reforma do prédio foi bem trabalhosa e toda a burocracia envolvendo a USP acabou atrasando ainda mais a sua abertura e a ocupação de seus andares. Em virtude de toda essa demora, muita gente acha que o Museu, aberto oficialmente em 2012, continua vazio. Mas não. Ele está em pleno funcionamento, repleto de exposições lindas, oferecendo vários cursos e ainda com um café para chamar de seu e, em breve, um restaurante.

O acervo do MAC

O MAC foi criado em 1963 quando a USP recebeu o acervo do antigo MAM de São Paulo, formado pelas coleções do casal Yolanda Penteado e Ciccillo Matarazzo, pelas coleções de obras adquiridas ou recebidas em doação e pelos prêmios das Bienais de São Paulo, até 1961.

Obra de Tarsila do Amaral pertencente ao acervo do MAC.

O acervo é riquíssimo. Há obras de Amedeo Modigliani, Pablo Picasso, Joan Miró, Alexander Calder, Wassily Kandinsky, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Emiliano Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Lygia Clark etc. Ou seja, a nata da arte moderna e contemporânea.

Nas últimas décadas, o MAC continuou ampliando suas coleções modernas e contemporâneas. Nesse período, ingressaram para o acervo obras de Henry Moore, Cildo Meireles, Joseph Beuys, Leda Catunda, Rosângela Rennó, Jonathas de Andrade e vários outros artistas brasileiros e internacionais.

Parte desse acervo encontra-se hoje em exposições de longa duração, mas o Museu também promove outras exposições de curta duração.

Exposições de longa duração

O Museu exibe, nos andares superiores do prédio, mais de 160 obras, consideradas as mais expressivas desse incrível acervo na exposição Visões da Arte no Acervo do MAC USP 1900 – 2000. No 7º andar, estão as peças da primeira metade do século XX. No 6º andar, as obras da segunda metade do século XX.  As obras estão apresentadas em conjuntos definidos pelas principais escolas e movimentos artísticos desse período, dando destaque às suas crises e rupturas.

Por sua vez, a exposição A Instauração do Moderno constitui um recorte complementar à exibição anteriormente mencionada, tendo como foco o processo de instauração da arte moderna no Brasil.

Outras exposições de longa duração que podem ser apreciadas são a MAC USP no século XXI – A Era dos Artistas e a Reserva em Obras.

Exposições de curta duração

Já a exposição VIZINHOS DISTANTES – Arte da América Latina no acervo do MAC USP apresenta os repertórios artísticos latino-americanos reunidos no acervo do MAC, ao longo de sua história. Provocativas e cheias de ironia, são obras que vale a pena analisar com cuidado. A exposição fica no MAC até 07/01/2018.

Também muito interessantes são as instalações de A Casa. Transplantando a ideia da casa muito engraçada de Vinícius de Morais para a arte contemporânea, a exposição compartilha desse espírito de estranheza. Questionando os materiais e formas da construção artística e pensando os limites entre arte e design, cada elemento dentro dela surpreende e contraria as expectativas em relação a um objeto que poderia ser útil, mas não o é.

A exposição pode ser vista até julho de 2018.

Ainda não visitei, mesmo porque acabou de entrar em cartaz, mas estou louca para ver a exposição Di Cavalcanti – Papel em Destaque. Para comemorar os 120 anos de nascimento do artista, o MAC preparou uma mostra com 41 dos 564 desenhos de Di Cavalcanti que possui em seu acervo. Esses desenhos representam todas as vertentes de seu fazer artístico, que utilizou muitas técnicas sobre papel para elaborá-los. Materiais como guache, crayon, lápis de cor, pastel, aquarela, grafite, nanquim, caneta tinteiro, caneta esferográfica e scrap board foram utilizados com maestria para produzir retratos, projetos de decoração, de cenários e de murais, ilustrações, cartazes e caricaturas. Imperdível!

Outras exposições de curta duração são a Samson Flexor – Traçados e Abstrações, que pode ser conferida até julho de 2018; Visualidade Nascente (Projeto Nascente 25 anos), até 29/10/2017; e Somente o necessário, até 26/11/2017.

Muita coisa para um museu que se pensava vazio, hein?

O terraço e sua vista

Mas não só de arte vive o MAC. No 8º andar do edifício, encontra-se um terraço de livre acesso, de onde se tem uma das melhores vistas de São Paulo. Parque do Ibirapuera, Obelisco, Instituto Biológico, tudo está ali para ser contemplado, admirado e fotografado.

Dá até para ver o cafezal dentro do Instituto Biológico.

O Café e o Restaurante

E por falar em café, a fome também não tem vez no Museu desde que foi aberto o Vista Café, no mezanino. Do mesmo chef do Restaurante Jiquitaia, o paranaense Marcelo Corrêa Bastos, o café tem opções de lanches, doces, sucos e almoços, que podem ser pedidos em um esquema de menu, até as 15h. São três opções de entrada, prato quente e sobremesa que mudam a cada dia.

E o melhor de tudo é que o Vista Restaurante está para ser aberto no terraço. Mal vejo a hora!

Informações Úteis:

Horário de funcionamentoTerça a domingo, das 10 às 18 horas; Segunda-feira: fechado.

Onde? MAC USP Ibirapuera, Av. Pedro Álvares Cabral, 1301 – São Paulo-SP, Brasil. Telefones: Educativo: 55 11 2648-0258; Imprensa: 55 11 2648-0299

Quanto? A entrada é gratuita.

Vox Populi

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