Passeios nos arredores de Quito: Vulcão Cotopaxi

Subindo o Cotopaxi

Esse foi mais um tour que fiz pela empresa Ecosportour. Ele se chama, na realidade, Cotobike e é bem interessante, principalmente para quem curte um pouco de aventura. Isso porque, como o próprio nome já indica, combina uma subida a pé pelo vulcão com uma descida de bicicleta.

Para ir até o Cotopaxi, o segundo parque mais visitado do Equador (depois das ilhas Galápagos), pegamos a Panamericana Sur, passando pelo Vale de Machachi, com nove vulcões ao redor. O vale possui bom solo para agricultura, resultado das erupções vulcânicas, sendo famoso pela criação de rosas em estufas.

O Cotopaxi é superativo. Desde 1738, já ocorreram mais de 50 erupções do vulcão, sendo que a última aconteceu em agosto de 2015. Latacunga, uma cidade que fica próxima dele, ja foi completamente destruída duas vezes.

Em tese, é possível subir até o cume do vulcão (5.897m), um dos mais altos do mundo, de onde se tem uma vista de todo o vale, mas, em virtude da última erupção do vulcão, a subida até o cume ainda está proibida e o ponto mais alto a que se pode chegar, atualmente, é até o Refúgio José Rivas, que fica a 4.864m. 

Cotopaxi com refúgio ao lado

Como errei o caminho (não vi o refúgio, que estava encoberto pelas nuvens), cheguei até uns 5.000m. Foi a maior altitude em que já estive e, confesso, demorei uns dez minutos para me recuperar da náusea que senti.

Chegada no refúgio

O que me ajudou na recuperação – além do chá de coca, é claro – foi ver o Daniel, o filho pequeno de um casal de colombianos, andando para lá e para cá, na maior disposição. Aliás, esse menino é impressionante. Ele caminhou toda a subida sozinho, sem reclamar em nenhum momento. Ele ainda estava vestindo uma camiseta do Nirvana, porque gosta de rock pesado, e uma jaqueta de couro. Muito fofo!

Meu pequeno amigo colombiano
Numa bicicleta depois de 15 anos

Ele também aprende português pelo Duolingo. Quando perguntei por que ele estava aprendendo português, me respondeu que é porque ele quer conhecer todos os lugares.

Quando voltamos ao estacionamento, a 4.500m, a maior parte do grupo pegou suas bicicletas e começou a descida pela estrada de cascalho. Como não andava de bicicleta fazia quinze anos, achei mais prudente começar numa região um pouco mais plana do parque. O começo foi bem esquisito, ainda mais porque a bicicleta corre pra caramba nessa altitude. Mas depois acostumei e ficou MUITO legal. Repetiria tudo de novo, mas, dessa vez, desde lá de cima.

O legal é que, quem leva o passaporte, pode pedir para ter o carimbo atestando a subida. Eu não sabia disso e fiquei sem carimbo.

O mais inusitado foi o que vimos ao final do tour, quando paramos na entrada do parque para utilizar os banheiros. Começamos a ouvir uma barulheira e, quando fomos ver do que se tratava, era o “Toros de Pueblo”. Os locais (e, pelo jeito, quem mais se atrever) entram dentro de um cercado com um touro e ficam provocando-o. Vários ganharam uma chifrada, inclusive um de nossos guias. O touro não é morto, nem machucado, mas sim devolvido para a fazenda de onde veio. De qualquer forma, o touro não parecia estar gostando nem um pouco da brincadeira.

Vox Populi

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