Advogando em causa própria – Márcia Bulle

Quando criança, eu queria ser pintora. Depois decidi ser escritora. Em seguida, desejei virar arquiteta. Acabei me tornando advogada. De banco.

Um dia, larguei tudo. Voltei a estudar inglês, onde conheci a Maísa e a Giulliana. Estudei roteiro, dramaturgia e fotografia. Entrei na academia. Viajei bastante, literal e figurativamente.

Alguns podem achar que eu não passo de uma advogada que largou a carreira, mas acho que o mundo é muito grande para eu me sentir presa em um escritório. E aí veio a ideia do site, da necessidade de conhecer novas pessoas, lugares, sabores, sensações e, mais do que isso, da vontade de compartilhar cada uma dessas descobertas.

 

Giulliana ModolinArquitetando palavras – Giulliana Modolin

Sempre amei escrever, mas percorri outros caminhos até que me formei e trabalhei com arquitetura durante cinco anos. Em 2015, fui demitida, e este se tornou um ponto crucial na minha vida, pois, quando tudo parecia estar desabando, na verdade estava apenas construindo uma nova base. Decidi fazer um curso de escrita em Nova York por dois meses, só que me apaixonei pela cidade e resolvi ficar mais um tempo por ali. Agora, por conta das voltas da vida, moro na Filadélfia com Sam, meu marido, e Cujo, meu gato.

A ideia de viver de escrita, porém, é muito mais antiga. Desde a época em que os caminhos de Márcia e Maísa se cruzaram com o meu e nos levaram a virar amigas inseparáveis. Apesar da distância física, construímos este espaço para, juntas, nos encontrarmos e arquitetarmos palavras.

 

Maísa KawataEditando e reeditando a vida – Maísa Kawata

Apesar de meu rosto sereno, vivo inquieta. Sou formada em Filosofia, mas de filósofa não tenho nada. Tornei-me editora de livros e um dia larguei o emprego, arrumei minha mala e fui editar minha vida.

Assim como alterava textos dos outros, senti que era minha vez de reeditar meus dias: percorri dez países e conheci pessoas, culturas e horizontes muito mais amplos que o meu mundinho.

Voltar para casa não foi fácil, mas achava que precisava resgatar um antigo sonho: o de arquitetar, editar e advogar por um lugar mais agradável de se viver. Tarefa nada simples! Ainda bem que encontrei duas aventureiras que toparam o desafio e, agora, estamos aqui soltando nossas vozes em busca de um Spiritus Mundi.